Cinderelas Literárias

Mulheres espalhadas pelo Brasil, que amam livros principalmente…

Literatura Infantil e Faixas Etárias

Por Patrícia.

Juventude-esta-lendo-mais (1)
Como educadora e mãe posso afirmar que a criança escolhe um livro por diversos motivos: as ilustrações da capa, as cores e mesmo os interesses que chamem sua atenção. Tal como um adulto, a leitura, para ser aproveitada pela criança, ou como chamamos: a leitura de fruição (para o prazer que criará o deleite do leitor) é intrinsecamente pessoal, e não pode ser baseada apenas em indicações para faixas etárias ou áreas de interesse.

No entanto, para o mercado editorial, há a necessidade de direcionamento para determinar a produção. O livro, nesse caso é uma mercadoria avaliada de acordo como qualquer outra.

Sendo assim, há uma preocupação cada vez maior nesse sentido no Brasil, e como mercado crescente, resultado do oferecimento de bibliotecas mais variadas pelas escolas e pela preocupação de pais em tornar seus filhos leitores (mesmo como opção para presentear em datas especiais), há uma oferta maior de autores e obras, o que resulta em ações de marketing e de direcionamento etário mais efetivos.

As fontes de estudos neste sentido ainda são limitadas, mas há um consenso de que a Literatura Infantil é um gênero que pressupõe a arte, convidando a criança a conhecer a beleza da língua escrita e desenvolvendo nela o gosto literário, ao mesmo tempo contribuindo para seu crescimento e desenvolvimento emocional.

Manuel Bergström Lourenço Filho (1897-1970) foi um dos primeiros estudiosos a considerar a divisão em faixas etárias para classificar os livros infantis, sob o ponto de vista da psicologia. A divisão sugerida por Lourenço Filho (1943), é uma divisão de ordem prática que sugere:

a) álbuns de gravuras, coordenadas por um só motivo, ou não, com reduzido texto, ou

ainda sem texto, para crianças de 4 a 6 anos;

b) contos de fadas e narrativas simples (fábulas, apólogos) para crianças de 6 a 8

anos;

c) narrativas de mais longo entrecho, para crianças de 8 a 10 anos;

d) histórias de viagens e aventuras, para crianças de 10 a 12 anos;

e) biografias romanceadas, idem.

Atualmente, mas ainda baseadas na psicologia, especialmente nos estágios de desenvolvimento pelos quais as crianças constroem o conhecimento, determinados nos estudos de Jean Piaget (1896-1980), as faixas etárias continuam direcionando qual o livro é indicado para a criança de acordo com sua idade e estágio em que se encontra.

No quadro seguinte, retirado dos estudos de Ana Mariza Ribeiro Filipousky, podemos perceber as características dos estágios do desenvolvimento, propostos por Piaget, e suas possíveis aplicações à leitura e, uma clara referência a como o mercado editorial se baseia ao dividir e classificar a Literatura Infantil direcionando-o ao seu público.

Sem título

Quadro retirado de Filipousky (1982).

A relação entre idade, estágio de desenvolvimento da personalidade e desenvolvimento da leitura, apesar de compreensível sob o ponto de vista do mercado editorial que precisa direcionar o seu produto ao leitor, ao mesmo tempo pode distanciar  a criança da leitura prazerosa, que é como acredito que deva ser a leitura infantil.

Nortear e não restringir acredito que é uma boa medida para pais e educadores, que devem propiciar às crianças o direito a escolher e de ter variedade neste momento, sem delimitar gêneros ou tirar-lhe possibilidades.

images

Crédito das imagens: escrevendoofuturo e gazetasetelagoana

Referências Bibliográficas

FILIPOUSKI, Ana Mariza R.; ZILBERMAN, R. . Sugestões de leitura para os alunos de 1º Grau. PORTO ALEGRE: GRAFICA DO ESTADO R.S., 1982. 60p.

LOURENÇO FILHO, Manuel Bergström. Como aperfeiçoar a literatura infantil. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, n. 3, v. 7, p. 146-169, 1943.

PIAGET, Jean. A Linguagem e o Pensamento na Criança. Trad. Manuel Campos. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959. 307 p.

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Publicado às 10/10/2015 por em Literatura, Novidades e marcado , , , .
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