tem prefácio honroso de Fábio Campana, orelha que me apresenta com generosidade, capa que transformou foto minha em linda imagem surreal, fotografia posada para Lina Faria, algumas confissões que só estão lá, a salvação da revisão da Ana Síckta e tudo isso ainda com o requinte da costura – cereja do bolo: nada de cola, livro costurado.” (milcompassos.com.br)

Que fique claro, tudo iniciou com o blog Milcompassos, local onde  Adriana fala dos assuntos do cotidiano de um jeito só dela, numa forma quase poética de descrevê-los. Eu poderia dizer que é quase uma gurmetização de um fato corriqueiro, tipo a água mas com um leve sabor de fruta, é difícil de explicar, por isso vou colocar um dos textos dela pra vocês.

minus

São 92 contos, todos escritos sem a letra maiúscula no início das frases, cujo motivo está explicado em “minúscula”, que é o segundo conto, vindo precedido apenas do “sou prosa”, onde Adriana se apresenta e à sua obra:

“eu sou prosa. sei que sou. e sei o que define isso.
essa eterna narrativa na minha cabeça a respeito de tudo que acontece dentro e fora de mim não parte dos versos, não se forma com rimas, não tem métrica nem estruturas sintéticas específicas. é um texto corrido que descreve e explora tudo à exaustão.”(trecho retirado das pag. 11 e 12)

E todo o livro continua assim, nos mostrando um lado Adriana de contar em prosa um fato. A leitura é leve, descontraída e por vezes engraçada, como por exemplo:

marido

Eu gostei da leitura, no início estranhei um pouco, afinal, acredito que só tenha lido prosa na escola, mas depois que me acostumei fui ficando curiosa sobre os outros temas que iriam ser abordados.

Quem quiser saber mais sobre Adriana Sydor, ou ler mais contos de sua autoria, é só acessar nosso post anterior clicando aqui, ou o site da autora, clicando aqui!

 

Ficha Técnica:

Título: Toda Prosa
Autora: Adriana Sydor
Editora: Travessa dos Editores
Ano: 2015
Páginas: 240

Para comprar, entre em contato com autora, que deixou o seguinte recado em seu site:

se você ficou com vontade de comprar o livro para ler, dar de presente, enviar pelo correio para aquela amiga que mora no exterior, ter companhia numa noite chuvosa de sábado, passar o tempo enquanto vai de casa para o trabalho dentro do ônibus, fazer pose no café ou qualquer outra razão que minha criatividade não alcança, me escreve um e-mail que combinamos como fazer. custa 30,00 mais a despesa de correio, se houver.

é isso! recado dado, comercial feito, mui respeitosamente, despeço-me.” (milcompassos.com.br)