Cinderelas Literárias

Mulheres espalhadas pelo Brasil, que amam livros principalmente…

Resenha: Todo Dia de David Levithan

todo dia

Por Débora.

Resenha:

Acabei de ler o livro e tive que vir correndo para escrever sobre a miríade de sentimentos que me tomou desde suas 5 últimas paginas.
Estou imensamente triste, angustiada e feliz, tudo ao mesmo tempo. Com vontade de chorar, de dizer alguns “eu te amo” e de ser uma pessoa melhor. De contar pra todos que podemos ser mais, mas também queria ficar em silêncio, guardar as palavras no meu coração,  pelo simples medo de que após pronunciá-las,  o vento as leve e esse sentimento não retorne mais.
A não era ele, nem ela,
ele simplesmente era.
Amava a ele sem preconceito, somente sentia
e no sentir ele era tudo o que podia ser,
assim como amava a ela.
Amava sem distinção.  
Todos os dias eram únicos,
todos os dias ele era ele
e nao era ninguém.
E a cada pôr do sol aprendia mais,
o amor de ontem ja não era hoje
e nao seria amanhã.
Podiam ser dias em branco ou cheios de cores,
até que conheceu Rhiannon e quis ficar.
Quis ter o que todos eles tiveram.
Continuidade.
Queria amá-la hoje
e amanhã,
porque ele enfim havia encontrado um sentimento que era seu,
e era dela,
e de mais ninguém.
Rhiannon o amou desde o primeiro dia,
mesmo sem saber que era ele,
e continuou amando-o quando ele foi outros,
sendo sempre ele mesmo.
Infelizmente para os dois não havia continuidade,
não havia a certeza do ficar.
E quando houve essa possibilidade, 
ele teria que despir-se do que era
para tornar-se o que nunca queria ser
e antes de ser esse ser,
ele preferia nao ser,
Seu amor era mais forte do que ele
e Rhiannon merecia ser
mesmo que não fosse com ele,
entao ele encontrou um outro ele,
perfeito,
não seria ele, mas como ele,
um ele perfeito para ela.
Seu amor era grande assim.
Ela teria a continuidade com o igual a ele
o que ele seria, se o fosse.
Mas ele seria o que sempre foi
e nunca seria o mesmo
porque ele a amou
e foi amado por ela.
Todos os dias ele era uma pessoa diferente, nunca a mesma, mas sempre com a mesma idade. Foi esportista, menino, menina, mau, bom, tudo, nada. Foi um cego, uma suicida, pesou 150 quilos, foi líder de torcida, um jogador, foi irmão, e o irmão do irmão, foi bebê e criança.
“Ja estive nos corpos de quem passa fome e de quem se purifica, de comilões e de viciados. Todos pensam que suas ações tornam a vida mais desejável. Mas o corpo sempre os derrota no fim.”
Ele foi hóspede de 6.034 pessoas diferentes e foi ele. Todo eles o modificaram, foram 16 anos, passou do nada saber, ao nada entender, ao revoltar-se, ao choro, à descontrução, à construção e reconstrução. Aprendeu e amadureceu. Talvez tivesse a certeza de Ghandi ou a inocência da rosa que não sabe seu poder. O autor compartilha conosco 40 dias da vida de A, leva-nos a uma compreensão de vida e de mundo de uma forma tão envolvente que a um leitor desatento pode passar desapercebido. Talvez ele nem veja a beleza por traz deste diário dos dias de A, sobre o quão maduro ele é ou quantos ensinamentos nos trás.
Amei o livro. O leria novamente mesmo sabendo que terminaria com vontade de chorar.

Essa foi mais uma leitura combinada entre mim e Janise. Desta vez ela preparou a lista e eu escolhi.  A good choice.

Leia a resenha da Janise Dantas clicando aqui

Leia o primeiro capítulo do livro aqui.

 

Sinopse:

“Acordo. Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo — de abrir os olhos e ver se a pele é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.”

Toda manhã, A acorda em um corpo diferente, em uma vida diferente. Não há qualquer aviso sobre quem será ou onde estará em seguida. De menina a menino, rebelde a certinho, tímido a popular, saudável a doente; A precisa se adaptar.

Ele já se acostumou com isso e até criou algumas regras para si mesmo. Primeira: nunca se apegar; segunda: jamais interferir. E tudo corre bem… até que A desperta no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon.

A partir desse momento, as regras pelas quais tem vivido não fazem mais sentido. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer ficar; dia após dia, todo dia. Mas como esperar que uma pessoa que sempre viveu uma vida normal possa entender a realidade de A? Ou até mesmo acreditar nela?

Enquanto lutam para se reencontrar a cada 24 horas, ambos precisam encarar seus próprios demônios, superar suas limitações e redefinir suas prioridades. Rhiannon conseguirá ficar com alguém que muda a cada dia? E até onde A acha justo (ou ético) interferir nas vidas de quem habita? Mas, principalmente, o amor pode mesmo vencer qualquer barreira?

David Levithan é autor de vários livros aclamados pela crítica, inclusive Will & Will – Um nome, um destino, escrito em parceria com John Green, o primeiro livro jovem adulto gay a entrar na lista do New York Times. Nesta nova obra, ele leva a criatividade a um novo patamar.

Ficha Técnica:

Título: Todo Dia
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 280
Ano: 2013
Gênero: Ficção, Infantojuvenil

Acesse a pesquisa de preço para compra do livro aqui.

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10 comentários em “Resenha: Todo Dia de David Levithan

  1. janisedantas
    02/04/2016

    Linda sua resenha. Quem ler entenderá a explosão de sentimentos.
    Amei essa leitura e de certa forma me apaixonei por A. Ele sabe amar com a alma.
    Bjoo minha linda

    Curtido por 1 pessoa

    • Débora
      02/04/2016

      Verdade. Apesar de toda a loucura e solidão que ele vive, ele sabe quem é, o que quer e até onde pode chegar pra viver seu amor. Amei o A. Amei o amadurecimento que se viu obrigado a ter.
      JANISE, tu sabia que tem o pov dela?

      Curtir

  2. Débora
    02/04/2016

    Como tá teu inglês Janise? Olha só a sinopse do pov dela: livro Another Day

    The eagerly anticipated companion to David Levithan’s New York Times bestseller Every Day

    In this enthralling companion to his New York Times bestseller Every Day, David Levithan (co-author of Will Grayson, Will Grayson with John Green) tells Rhiannon’s side of the story as she seeks to discover the truth about love and how it can change you.

    Every day is the same for Rhiannon. She has accepted her life, convinced herself that she deserves her distant, temperamental boyfriend, Justin, even established guidelines by which to live: Don’t be too needy. Avoid upsetting him. Never get your hopes up.

    Until the morning everything changes. Justin seems to see her, to want to be with her for the first time, and they share a perfect day—a perfect day Justin doesn’t remember the next morning. Confused, depressed, and desperate for another day as great as that one, Rhiannon starts questioning everything. Then, one day, a stranger tells her that the Justin she spent that day with, the one who made her feel like a real person . . . wasn’t Justin at all.

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    • janisedantas
      02/04/2016

      Não faço a mínima ideia do que é pov e meu inglês é nulo.

      Usei o tradutor google então… então… ai meu Deus!!!

      A visão dela, a história contada por ela!!!!!!!
      Fala sério, como vou viver sem ler isso????
      kkkkkkkkkkkkkk
      Pode parar, eu quero.EU. QUERO!
      A cabeça dela deve ter dado vários nós, imagine! Não, nem dá! Eu mesma acho que não acreditaria, todos eles para mim seriam endemoniados, só acreditaria nos lindões!
      Mas a visão dela seria muito legal. Outra coisa que gostaria de saber é quando o “último”, esqueci o nome dele, acordasse do lado dela. Será que A conseguiu ficar? (isso é spoiler? Ops!)

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      • Débora
        02/04/2016

        Também gostaria de ler. E isso é spoiler. Pov= point of view = ponto de vista. Alexander. E ele acordou noutro corpo.

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      • janisedantas
        02/04/2016

        “A”, acordou em outro corpo, sei. Mas eu gostaria de saber qual a reação do es-hospedeiro, ao acordar com a Rhiannon. Entende? Você não ficou curiosa? Seria um susto, se bem que ela é bonita, para o homem é sempre lucro né? Hehehehe
        Essa foi a situação montada por A

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  3. janisedantas
    02/04/2016

    Esqueci de falar, PONTO PRA MIM!!!

    Yes!!!

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    • Débora
      02/04/2016

      Nao seria um susto pq ele aprendeu q seus hospedeiros lembram do que ele os faz lebrar, SPOILERRRRRRRRRRRRRRRRRR

      por isso toda a questao o 1° encontro.

      Contagem oficial: Janise 1 x 0 Debora

      Vou empatar esse jogo.

      Curtido por 1 pessoa

      • janisedantas
        02/04/2016

        Esqueci desse detalhe Dé! É mesmo (toma spoiler!)

        Já está empatado, você conseguiu seu ponto quando leu o terceiro livro daquela trilogia ruim hehehehehe

        Agora é desempate, escolha “dedo”!
        Hehehehe

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Publicado às 02/04/2016 por em Literatura, Resenhas e marcado , , , , , , .
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